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Cristianismo Ortodoxo Oriental
Comunhão de igrejas cristãs orientais não calcedonianas, marcada por cristologia miafisita, liturgias antigas e forte continuidade patrística e monástica.
Visão geral: O cristianismo ortodoxo oriental designa a comunhão de igrejas orientais antigas que aceitam os três primeiros concílios ecumênicos e rejeitam a definição de Calcedônia de 451 tal como foi historicamente recebida no mundo bizantino e latino. Entre essas igrejas estão, em diferentes contextos, a Igreja Ortodoxa Copta, a Igreja Ortodoxa Siríaca, a Igreja Apostólica Armênia, a Igreja Ortodoxa Etíope Tewahedo, a Igreja Ortodoxa Eritreia Tewahedo e a Igreja Ortodoxa Síria Malankara. Em estudos comparados, é importante distingui-las tanto da ortodoxia bizantina quanto das antigas igrejas do Oriente de tradição persa.
Origem e desenvolvimento: Suas raízes estão nas antigas comunidades cristãs do Egito, Síria, Armênia, Etiópia e Índia. A separação histórica em relação à tradição calcedoniana se consolidou após controvérsias cristológicas dos séculos V e VI, embora diálogos modernos tenham mostrado que parte do conflito antigo envolvia também linguagem, política imperial, recepção conciliar e suspeitas mútuas. Essas igrejas preservaram sucessão episcopal, vida sacramental, monaquismo forte, liturgias próprias e grande produção patrística.
Crenças centrais: Entre seus traços marcantes estão a cristologia miafisita associada sobretudo à linguagem de Cirilo de Alexandria, a aceitação de Niceia, Constantinopla I e Éfeso, a forte veneração da Theotokos, a centralidade da eucaristia, o valor do jejum, o monaquismo, a veneração dos santos e a continuidade da Sagrada Tradição. Muitas dessas igrejas preferem descrever sua fé cristológica como união plena da divindade e humanidade de Cristo em uma única natureza encarnada do Verbo, rejeitando ser rotuladas simplesmente como monofisitas em sentido heresiológico simplificado.
Práticas e diversidade: A comunhão inclui famílias litúrgicas e linguísticas diversas, como copta, siríaca, armênia, ge'ez e malankara. A espiritualidade costuma valorizar ofícios longos, calendário de jejuns, devoção aos santos, disciplina sacramental, peregrinação e forte identidade eclesial. Em algumas igrejas, tradições locais, línguas clássicas e heranças nacionais desempenham papel muito importante.
Debates e comparação: Em comparação com a ortodoxia bizantina e o catolicismo, há ampla convergência sacramental, patrística, litúrgica e ascética, mas divergência histórica sobre Calcedônia e sobre a enumeração dos concílios universalmente normativos. Diálogos contemporâneos entre ortodoxos orientais, ortodoxos bizantinos e católicos identificaram proximidades cristológicas relevantes, embora a plena comunhão ainda não tenha sido restabelecida. Ao tratar o tema, convém diferenciar crença oficial comum da comunhão, práticas particulares de cada igreja e explicações apologéticas surgidas em contextos modernos.
Creencias de Cristianismo Ortodoxo Oriental
Mira algunas creencias abajo:
Aceitação dos três primeiros concílios ecumênicos
Niceia, Constantinopla I e Éfeso são recebidos como concílios ecumênicos normativos.
Ação do Espírito Santo na vida cristã
O Espírito Santo age em santificação, dons, consolo e missão.
Bíblia cristã como Escritura normativa
A Bíblia é a referência normativa central da fé cristã, com variações canônicas entre tradições.
Comunhão dos santos e intercessão
Os santos participam da vida da Igreja e podem ser invocados em oração.
Comunhão dos santos e intercessão
Os santos são venerados como vivos em Cristo e intercessores junto a Deus.
Conciliaridade e autocéfalas
A autoridade é exercida de modo conciliar entre igrejas autocéfalas.
Cristologia miafisita
Cristo é confessado como o Verbo encarnado em unidade plena de divindade e humanidade.
Divina Liturgia e centralidade da Eucaristia
A liturgia eucarística é o centro visível da vida da Igreja.
Encarnação de Cristo
Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
Escritura, Tradição e Magistério
A revelação é transmitida pela Escritura e pela Tradição e interpretada pelo magistério.
Eucaristia e presença real
Na missa, Cristo está realmente presente sob as espécies do pão e do vinho.
Igreja como corpo de Cristo
A comunidade cristã é entendida como corpo de Cristo e povo reunido por Deus.
Igreja una, santa, católica e apostólica
A Igreja é confessada como una, santa, católica e apostólica.
Jejum, ascese e hesicasmo
A vida cristã inclui jejum, disciplina espiritual e tradição contemplativa.
Justificação pela graça com fé operante
A salvação começa na graça de Deus e envolve fé viva e transformação real.
Liturgias orientais antigas e centralidade da Eucaristia
A vida eclesial gira em torno da liturgia e da eucaristia celebradas em ritos antigos diversos.
Missão e discipulado
A comunidade cristã é chamada a ensinar, servir e fazer discípulos.
Monaquismo, jejum e ascese
A vida espiritual valoriza fortemente mosteiros, jejuns prolongados e disciplina ascética.
Não recepção de Calcedônia
O Concílio de Calcedônia não é recebido como norma ecumênica vinculante.
Oração e culto comunitário
A oração pessoal e comunitária é parte estruturante da vida cristã.
Pluralidade de famílias litúrgicas e linguísticas
A comunhão preserva várias línguas clássicas e ritos antigos em unidade de fé.
Rejeição do primado universal do papa
A ortodoxia rejeita a formulação católica romana do primado universal papal.
Rejeição do primado universal do papa
A comunhão não reconhece jurisdição universal do bispo de Roma sobre toda a Igreja.
Ressurreição de Jesus
Jesus ressuscitou e sua ressurreição é núcleo da fé cristã.
Ressurreição, juízo, céu e inferno
A história humana caminha para a ressurreição dos mortos e o juízo de Deus.
Sagrada Tradição
A fé é transmitida pela Escritura lida no interior da Tradição viva da Igreja.
Sagrada Tradição e Padres orientais
A fé é recebida e interpretada em continuidade com Escritura, liturgia e Padres da Igreja.
Salvação por meio de Jesus Cristo
A reconciliação com Deus está ligada de forma decisiva à pessoa e obra de Cristo.
Segunda vinda de Cristo
Cristo retornará em glória, segundo a esperança cristã tradicional.
Sete mistérios ou sacramentos
A vida cristã é marcada por mistérios sagrados, incluindo batismo, crisma e eucaristia.
Sete sacramentos
A vida cristã é estruturada por sete sacramentos.
Sucessão apostólica e episcopado
A continuidade apostólica é preservada por meio do episcopado e da vida sacramental.
Sucessão apostólica e episcopado
A Igreja é governada por bispos em continuidade apostólica e comunhão sacramental.
Theosis
A salvação inclui participação real na vida divina por graça.
Theotokos e honra a Maria
Maria é honrada como Theotokos, a mãe de Deus em relação à encarnação do Verbo.
Theotokos e honra a Maria
Maria é honrada como Theotokos em forte continuidade com a cristologia de Éfeso.
Trindade
Um só Deus em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo.
Veneração de ícones e imagens sagradas
Imagens sagradas são veneradas como testemunhos da encarnação e instrumentos pedagógicos e devocionais.
Veneração dos santos e intercessão
Os santos podem ser venerados e invocados como intercessores, sem adoração.
Veneração dos ícones
Os ícones podem ser venerados como testemunho visível da encarnação.
Cristianismo Ortodoxo Oriental no cree
Mira algunas creencias que Cristianismo Ortodoxo Oriental niega:
Primado do papa e sucessão apostólica
O bispo de Roma possui primazia específica na comunhão da Igreja.
Purgatório
Há uma purificação final para alguns salvos antes da visão plena de Deus.
Sete concílios ecumênicos
A ortodoxia recebe os sete concílios ecumênicos como referência normativa da fé.