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Islamismo (Sunita)
Ramo majoritário do islamismo, centrado no Alcorão, na Sunnah e na tradição jurídica sunita.
Visão geral: O islamismo sunita é o ramo historicamente majoritário do islamismo. Afirma a unicidade absoluta de Deus, reconhece Maomé como selo dos profetas e considera o Alcorão a revelação final, lida em conjunto com a Sunnah preservada em coleções de hadiths e na prática transmitida pela comunidade.
Origem e desenvolvimento: Surgiu a partir da comunidade formada em torno de Maomé na Arábia ocidental do século VII. A identidade sunita se consolidou ao longo dos primeiros séculos do islã em torno da legitimidade dos primeiros califas, do consenso comunitário e do desenvolvimento de escolas jurídicas e teológicas. Historicamente, o sunismo abrangeu correntes diversas e vastas áreas do Oriente Médio, África, Ásia e, mais tarde, diásporas globais.
Crenças centrais: Entre seus pontos mais conhecidos estão o tawhid, a crença em anjos, livros revelados, profetas, Dia do Juízo e decreto divino. A prática religiosa é frequentemente resumida nos cinco pilares: profissão de fé, orações rituais, caridade obrigatória, jejum do Ramadã e peregrinação a Meca para quem puder realizá-la.
Textos e autoridade: O Alcorão ocupa posição suprema, enquanto a Sunnah e os hadiths canônicos orientam doutrina, culto e conduta. No plano jurídico, ganharam especial relevância as escolas hanafi, maliki, shafi'i e hanbali. Não existe uma autoridade central única; a orientação religiosa se distribui entre estudiosos, juristas, instituições, mesquitas e tradições locais.
Variações internas e debates: O sunismo inclui diferenças legítimas de interpretação em jurisprudência, teologia, espiritualidade e organização política. Há debate histórico sobre relação entre razão e revelação, sufismo, reforma religiosa, autoridade estatal, hermenêutica dos hadiths, papel das mulheres e resposta à modernidade. Em estudos comparados, convém distinguir o sunismo tanto do xiismo quanto de leituras políticas ou militantes que não representam todo o seu espectro.
Crenças de Islamismo (Sunita)
Veja algumas crenças abaixo:
Alcorão como revelação final preservada
O Alcorão é entendido como a revelação final e preservada de Deus.
Cinco pilares do islamismo sunita
A prática básica é frequentemente resumida em cinco pilares normativos.
Crença nos anjos
Os anjos são criaturas de Deus com funções reais na criação e na revelação.
Decreto divino e predestinação
Tudo ocorre sob o conhecimento e decreto de Deus, sem anular a responsabilidade humana.
Hajj, a peregrinação a Meca
A peregrinação a Meca é obrigatória para quem tiver meios e condições.
Jejum do Ramadã
O jejum do mês do Ramadã é uma obrigação religiosa central.
Jesus como profeta e messias, não divino
Jesus é honrado como profeta e messias, mas não como Deus ou Filho divino.
Maomé como selo dos profetas
Maomé é considerado o último profeta na sequência normativa da revelação.
Rejeição da Trindade
Deus não é trino; Jeová é o único Deus Todo-Poderoso.
Ressurreição e Dia do Juízo
A humanidade será ressuscitada e julgada por Deus no fim da história.
Ressurreição, juízo, céu e inferno
A história humana caminha para a ressurreição dos mortos e o juízo de Deus.
Salat, as orações rituais diárias
A oração ritual diária é uma obrigação central da vida muçulmana.
Tawhid, a unicidade absoluta de Deus
Deus é um, único, sem parceiros, semelhantes ou divisão interna.
Zakat, a caridade obrigatória
A zakat é uma contribuição obrigatória com função religiosa e social.
Islamismo (Sunita) não acreditam
Veja algumas crenças que Islamismo (Sunita) negam:
144 mil, esperança celestial e paraíso terrestre
Um grupo limitado governa com Cristo no céu, enquanto a maioria fiel espera vida eterna na Terra.
Abstenção de sangue e recusa de transfusões
A religião proíbe transfusões de sangue total e principais componentes, com distinções éticas internas.
Assunção de Maria
Maria foi elevada por Deus à glória celeste em corpo e alma.
Bíblia como única autoridade doutrinal
A Bíblia é a base exclusiva da doutrina, sem tradição eclesial equivalente.
Encarnação de Cristo
Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
Escritura, Tradição e Magistério
A revelação é transmitida pela Escritura e pela Tradição e interpretada pelo magistério.
Eucaristia e presença real
Na missa, Cristo está realmente presente sob as espécies do pão e do vinho.
Igreja una, santa, católica e apostólica
A Igreja é confessada como una, santa, católica e apostólica.
Imaculada Conceição
Maria foi preservada do pecado original desde o primeiro instante de sua concepção.
Jesus Cristo como Filho criado e arcanjo Miguel
Jesus é o Filho de Deus, distinto do Pai, e é identificado com Miguel em sua existência celestial.
Mortalidade da alma e inconsciência dos mortos
A alma não é imortal; os mortos permanecem inconscientes até a ressurreição.
Negação do inferno de tormento eterno
Não existe um inferno de sofrimento consciente eterno para os ímpios.
Primado do papa e sucessão apostólica
O bispo de Roma possui primazia específica na comunhão da Igreja.
Purgatório
Há uma purificação final para alguns salvos antes da visão plena de Deus.
Reino de Deus e início do governo celestial em 1914
O Reino de Deus começou a governar no céu em 1914.
Sete sacramentos
A vida cristã é estruturada por sete sacramentos.
Trindade
Um só Deus em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo.
Não concorda nem discorda
Veja algumas crenças que aparecem de forma indireta, secundária ou ambígua nesta tradição:
Espírito santo como força ativa de Deus
O espírito santo é entendido como poder operante de Deus, não como pessoa divina distinta.
Justificação pela graça com fé operante
A salvação começa na graça de Deus e envolve fé viva e transformação real.
Neutralidade política e rejeição da participação em guerras
A lealdade principal pertence ao Reino de Deus, o que sustenta neutralidade política e pacifismo institucional.
Nome divino Jeová
Deus deve ser identificado e invocado pelo nome Jeová.
Resgate de Cristo, fé obediente e obra de pregação
A salvação depende do resgate de Cristo e exige fé ativa, obediência e perseverança.
Veneração dos santos e intercessão
Os santos podem ser venerados e invocados como intercessores, sem adoração.