Crença em foco

Jesus como profeta e messias, não divino

Jesus é honrado como profeta e messias, mas não como Deus ou Filho divino.

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O que é: O islamismo reconhece Jesus, ou Isa, como mensageiro de Deus, nascido de Maria e dotado de sinais extraordinários. Ele é honrado como messias, mas não é tratado como divino nem como filho de Deus em sentido teológico.

Como a religião entende: A tradição islâmica mantém alta estima por Jesus e por Maria, mas dentro de um monoteísmo estrito. Na leitura dominante sunita e xiita, Jesus não foi definitivamente morto pelos seus inimigos da forma afirmada por tradições cristãs; Deus o elevou e ele terá papel escatológico futuro.

Base textual e comparação: Passagens do Alcorão sobre Maria, Jesus, sua missão e sua elevação sustentam essa formulação. Por ser uma crença comparativamente importante em diálogo com o cristianismo, ela é frequentemente explicada em chave comparativa.

A favor

Alcorão 19:30

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Declaração de Jesus como servo e profeta.

Referência: Alcorão, surata 19, versículo 30.
Conteúdo: Jesus é apresentado dizendo ser servo de Deus e profeta a quem foi dada a escritura.
Uso no debate: A passagem resume com grande clareza a posição islâmica sobre a identidade de Jesus.

Alcorão 3:45

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Anúncio angélico do messias Jesus, filho de Maria.

Referência: Alcorão, surata 3, versículo 45.
Conteúdo: O anjo anuncia a Maria um filho chamado Messias, Jesus, filho de Maria, distinto em honra neste mundo e no outro.
Uso no debate: Mostra o alto status de Jesus na tradição islâmica sem implicar divindade.

Alcorão 4:157-158

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Passagem sobre a negação da morte definitiva de Jesus pelos seus inimigos.

Referência: Alcorão, surata 4, versículos 157-158.
Conteúdo: O texto afirma que Jesus não foi morto pelos seus inimigos do modo que eles alegavam e que Deus o elevou.
Uso no debate: É decisivo para a posição islâmica dominante sobre a elevação de Jesus e a releitura da crucifixão.

Alcorão 4:171

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Passagem corânica sobre Jesus e limites cristológicos.

Referência: Alcorão, surata 4, versículo 171.
Conteúdo: O versículo fala de Jesus como mensageiro, palavra e espírito procedente de Deus, rejeitando formulações que ultrapassem o monoteísmo estrito.
Uso no debate: É uma das principais bases da cristologia islâmica sobre Jesus.

Alcorão 5:72-75

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Trecho sobre Deus, Jesus e Maria em linguagem polêmica.

Referência: Alcorão, surata 5, versículos 72-75.
Conteúdo: O texto rejeita a divinização de Jesus e ressalta sua condição de mensageiro, ao lado da humanidade de Maria.
Uso no debate: É central para a distinção islâmica entre honra a Jesus e negação de sua divindade.

Contra

Colossenses 2:9

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Afirmação de que em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade.

Esse versículo paulino é importante na cristologia católica porque condensa a ideia de plena divindade de Cristo unida à sua corporeidade. O texto aparece com frequência em sínteses doutrinais e em controvérsias contra interpretações que enfraquecem a divindade do Filho ou a realidade de sua humanidade.

João 1:1-14

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Prólogo joanino sobre o Verbo que estava com Deus e se fez carne.

O prólogo do Evangelho de João afirma que o Verbo estava com Deus, era Deus e se fez carne. Para a teologia católica, é uma das passagens centrais para sustentar a preexistência divina de Cristo e a realidade da encarnação. Também é muito usado em debates contra leituras que reduzem Jesus a mero mestre humano.