Ceticismo sobre milagres
Milagres são vistos com reserva, por parecerem contrariar a ordem racional da natureza.
O que é: Muitas formulações deístas tratam relatos de milagres com ceticismo ou forte prudência.
Como a posição entende: Um criador sábio teria estabelecido uma ordem natural estável, de modo que alegações de suspensão frequente dessa ordem exigiriam demonstração excepcional.
Base e contexto: O tema foi intensificado pela filosofia moderna, pelo desenvolvimento das ciências naturais e pela crítica histórica a testemunhos religiosos.
Debates e variações: Alguns deístas negam milagres em sentido estrito; outros apenas os consideram desnecessários como fundamento da fé.
Supportive
David Hume, Of Miracles
Ensaio clássico de ceticismo sobre milagres.
Referência: David Hume, ensaio Of Miracles.
Conteúdo: Hume questiona a força probatória de testemunhos milagrosos diante da regularidade da experiência humana.
Uso no debate: É fonte central para o ceticismo deísta ou próximo ao deísta sobre milagres.
Thomas Jefferson, Jefferson Bible
Releitura racionalista da figura moral de Jesus.
Referência: Thomas Jefferson, edição conhecida como Jefferson Bible.
Conteúdo: Jefferson preserva ensinamentos morais atribuídos a Jesus, removendo elementos miraculosos e sobrenaturais.
Uso no debate: É relevante para o questionamento de milagres e dogmas cristológicos, mantendo apreço ético por Jesus.
Contrary
Joseph Butler, Analogy of Religion
Resposta cristã relevante ao deísmo inglês.
Referência: Joseph Butler, Analogy of Religion.
Conteúdo: Butler argumenta que a revelação cristã não é irracional e que a natureza já contém dificuldades análogas às criticadas pelos deístas.
Uso no debate: É uma das respostas clássicas mais importantes ao deísmo inglês.
William James, The Will to Believe
Resposta pragmatista ao evidencialismo estrito.
Referência: William James, The Will to Believe.
Conteúdo: James argumenta que certas opções existenciais podem legitimamente ser assumidas antes de prova conclusiva quando a decisão é forçada e vital.
Uso no debate: É frequentemente usado para tensionar o evidencialismo associado ao agnosticismo.