Creencia en foco

Ceticismo sobre milagres

Milagres são vistos com reserva, por parecerem contrariar a ordem racional da natureza.

43%
Confianza
2
A favor
2
En contra
0
Neutral

O que é: Muitas formulações deístas tratam relatos de milagres com ceticismo ou forte prudência.

Como a posição entende: Um criador sábio teria estabelecido uma ordem natural estável, de modo que alegações de suspensão frequente dessa ordem exigiriam demonstração excepcional.

Base e contexto: O tema foi intensificado pela filosofia moderna, pelo desenvolvimento das ciências naturais e pela crítica histórica a testemunhos religiosos.

Debates e variações: Alguns deístas negam milagres em sentido estrito; outros apenas os consideram desnecessários como fundamento da fé.

A favor

David Hume, Of Miracles

deismo,hume,milagres,ceticismo

Ensaio clássico de ceticismo sobre milagres.

Referência: David Hume, ensaio Of Miracles.
Conteúdo: Hume questiona a força probatória de testemunhos milagrosos diante da regularidade da experiência humana.
Uso no debate: É fonte central para o ceticismo deísta ou próximo ao deísta sobre milagres.

Thomas Jefferson, Jefferson Bible

deismo,jefferson,jesus,milagres

Releitura racionalista da figura moral de Jesus.

Referência: Thomas Jefferson, edição conhecida como Jefferson Bible.
Conteúdo: Jefferson preserva ensinamentos morais atribuídos a Jesus, removendo elementos miraculosos e sobrenaturais.
Uso no debate: É relevante para o questionamento de milagres e dogmas cristológicos, mantendo apreço ético por Jesus.

En contra

Joseph Butler, Analogy of Religion

teismo,butler,deismo,contra

Resposta cristã relevante ao deísmo inglês.

Referência: Joseph Butler, Analogy of Religion.
Conteúdo: Butler argumenta que a revelação cristã não é irracional e que a natureza já contém dificuldades análogas às criticadas pelos deístas.
Uso no debate: É uma das respostas clássicas mais importantes ao deísmo inglês.

William James, The Will to Believe

pragmatismo,william-james,evidencia,contra

Resposta pragmatista ao evidencialismo estrito.

Referência: William James, The Will to Believe.
Conteúdo: James argumenta que certas opções existenciais podem legitimamente ser assumidas antes de prova conclusiva quando a decisão é forçada e vital.
Uso no debate: É frequentemente usado para tensionar o evidencialismo associado ao agnosticismo.