Epistemologia naturalizada
O conhecimento humano é estudado como fenômeno natural, histórico e cognitivo.
O que é: Em algumas correntes, o naturalismo aplica suas teses também ao estudo do próprio conhecimento.
Como a posição entende: Crenças, percepção, linguagem e justificação podem ser analisadas com apoio de psicologia, biologia, linguística e ciências cognitivas.
Base e contexto: A formulação é associada sobretudo a debates contemporâneos em epistemologia analítica.
Debates e variações: Há discussão sobre até que ponto a normatividade epistemológica pode ser plenamente naturalizada.
A favor
W. V. O. Quine, Epistemology Naturalized
Texto central da epistemologia naturalizada.
Referência: W. V. O. Quine, ensaio Epistemology Naturalized.
Conteúdo: Quine propõe tratar o conhecimento humano como parte do mundo natural e investigá-lo com apoio empírico.
Uso no debate: É fonte decisiva para epistemologia naturalizada.
Wilfrid Sellars, Philosophy and the Scientific Image
Integração entre imagem manifesta e imagem científica.
Referência: Wilfrid Sellars, Philosophy and the Scientific Image of Man.
Conteúdo: O ensaio discute como filosofia e ciência articulam diferentes níveis de descrição do ser humano e do mundo.
Uso no debate: É importante para continuidade entre humano e natureza sem simplificação imediata.
Contra
Alvin Plantinga, Where the Conflict Really Lies
Crítica filosófica forte ao naturalismo.
Referência: Alvin Plantinga, Where the Conflict Really Lies.
Conteúdo: Plantinga argumenta contra combinação de naturalismo e confiabilidade cognitiva em formulações célebres da crítica evolucionária ao naturalismo.
Uso no debate: É uma das críticas contemporâneas mais conhecidas ao naturalismo metafísico.