Suspensão do juízo sobre deuses
A existência de deuses não é afirmada nem negada com certeza conclusiva.
O que é: Uma formulação clássica do agnosticismo sustenta que não se deve afirmar nem negar de modo definitivo a existência de Deus ou de deuses sem evidência suficiente.
Como a posição entende: A suspensão do juízo é vista como prudência intelectual, especialmente quando os argumentos disponíveis são considerados inconclusivos ou disputados.
Base e contexto: A ideia dialoga com ceticismo filosófico, epistemologia moderna e debates contemporâneos sobre ônus da prova.
Debates e variações: Alguns agnósticos mantêm essa suspensão apenas no plano teórico; outros a combinam com descrença prática ou com religiosidade não dogmática.
Supportive
Bertrand Russell, Am I An Atheist or an Agnostic?
Texto famoso sobre distinção entre ateísmo e agnosticismo.
Referência: Bertrand Russell, Am I An Atheist or an Agnostic?.
Conteúdo: Russell distingue níveis de convicção e mostra como descrença prática e prudência epistemológica podem coexistir.
Uso no debate: É uma das referências mais citadas para separar crença, descrença e conhecimento.
Protágoras, fragmento sobre os deuses
Formulação antiga de cautela sobre conhecimento dos deuses.
Referência: Fragmento atribuído a Protágoras.
Conteúdo: O autor afirma não poder saber se os deuses existem ou não, mencionando obscuridade do tema e brevidade da vida humana.
Uso no debate: É um dos antecedentes clássicos mais citados para a atitude agnóstica.
T. H. Huxley, Agnosticism
Texto clássico que popularizou o termo moderno.
Referência: T. H. Huxley, ensaios sobre agnosticismo.
Conteúdo: Huxley descreve o agnosticismo como método de não afirmar como certo aquilo que não pode ser demonstrado adequadamente.
Uso no debate: É a referência moderna mais importante para definição histórica do termo.
Contrary
Romanos 1:19-20
Texto cristão usado para defender cognoscibilidade de Deus pela criação.
Referência: Romanos 1:19-20.
Conteúdo: O texto afirma que Deus se torna perceptível por meio do mundo criado.
Uso no debate: É uma das passagens mais usadas por teístas contra a ideia de desconhecimento inevitável de Deus.