Sete concílios ecumênicos
A ortodoxia recebe os sete concílios ecumênicos como referência normativa da fé.
O que é: A Igreja Ortodoxa reconhece sete concílios ecumênicos antigos como expressão normativa da fé da Igreja.
Como a religião entende: Esses concílios definem temas fundamentais como a Trindade, a identidade de Cristo e a legitimidade da veneração dos ícones. Sua autoridade decorre não apenas de decisões formais, mas também da recepção pela Igreja.
Contexto: A recepção conciliar ocupa papel decisivo na teologia ortodoxa e ajuda a explicar sua forte ligação com o cristianismo do primeiro milênio.
Supportive
Concílio de Calcedônia (451)
Concílio sobre a dupla natureza de Cristo.
Referência: Concílio de Calcedônia, 451.
Conteúdo: O concílio formulou linguagem clássica sobre Cristo como verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
Uso no debate: É normativo para a ortodoxia bizantina e para sua cristologia clássica.
Concílio de Constantinopla I (381)
Concílio ecumênico sobre o credo e o Espírito Santo.
Referência: Concílio de Constantinopla I, 381.
Conteúdo: O concílio consolidou o símbolo niceno-constantinopolitano e reforçou a formulação sobre o Espírito Santo.
Uso no debate: É central para a fé ortodoxa e para a liturgia do credo.
Concílio de Niceia I (325)
Primeiro concílio ecumênico sobre a fé em Cristo.
Referência: Concílio de Niceia I, 325.
Conteúdo: O concílio combateu formulações arianas e consolidou linguagem decisiva sobre a identidade do Filho.
Uso no debate: É o primeiro dos sete concílios ecumênicos recebidos pela ortodoxia.
Concílio de Éfeso (431)
Concílio ligado ao título Theotokos.
Referência: Concílio de Éfeso, 431.
Conteúdo: O concílio confirmou a legitimidade do título Theotokos em contexto cristológico.
Uso no debate: É essencial para a mariologia e cristologia recebidas pela ortodoxia.
Segundo Concílio de Niceia (787)
Concílio ecumênico que defende a veneração dos ícones.
Referência: Segundo Concílio de Niceia, 787.
Conteúdo: O concílio distinguiu veneração e adoração e legitimou a honra aos ícones em razão da encarnação.
Uso no debate: É a fonte conciliar mais importante para a iconografia ortodoxa.