Resumo histórico

Agnosticismo

Posição filosófica e existencial que sustenta incerteza, suspensão de juízo ou limitação do conhecimento sobre Deus e realidades últimas.

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Crenças

Visão geral: Agnosticismo é a posição segundo a qual a existência de Deus, de deuses ou de certas realidades últimas não pode ser conhecida com segurança, ou ao menos não está atualmente demonstrada de modo suficiente. Em estudos comparados, o termo cobre posturas diferentes: suspensão de juízo, dúvida estável, incognoscibilidade de princípio, prudência metodológica ou simples recusa em afirmar mais do que as evidências permitem.

Origem e desenvolvimento: Embora atitudes semelhantes apareçam na Antiguidade, o termo moderno foi popularizado no século XIX por T. H. Huxley. Desde então, passou a designar correntes filosóficas, científicas e existenciais que destacam limites do conhecimento humano em matéria metafísica e religiosa. Em contextos modernos, o agnosticismo também se tornou identidade pública de pessoas que não se consideram teístas convencidas nem ateias dogmáticas.

Temas centrais: Entre os temas mais frequentes estão suspensão do juízo sobre deuses, crítica ao dogmatismo, prioridade da evidência, distinção entre crença e conhecimento, reconhecimento de limites da razão, abertura revisável a novos argumentos e defesa da liberdade de consciência. Algumas formas se aproximam do ceticismo filosófico; outras convivem com prática religiosa, espiritualidade não confessional ou vida secular.

Textos e autoridade: O agnosticismo não possui escritura sagrada nem magistério único. Suas referências vêm de filosofia, ciência, ensaios sobre religião, epistemologia, ética pública e estudos sobre secularização. A autoridade é argumentativa, baseada em exame crítico e revisão racional.

Práticas e diversidade: Em muitos casos, trata-se menos de tradição ritual e mais de atitude intelectual. Pode aparecer em círculos acadêmicos, humanistas, céticos, liberais religiosos e pessoas sem filiação institucional. Há diferenças relevantes entre agnosticismo teórico, agnosticismo prático, agnosticismo religioso, agnosticismo ateu e formulações que entendem o divino como permanentemente incognoscível.

Debates: O agnosticismo é frequentemente tensionado em duas direções: por teístas, que sustentam ser possível conhecer ou ao menos reconhecer Deus de modo confiável; e por ateus fortes, que consideram a suspensão insuficiente ou excessivamente cautelosa. Por isso, em banco comparado, convém tratá-lo como posição própria, não apenas como etapa intermediária entre teísmo e ateísmo.

Origem
Origem difusa, com antecedentes antigos e consolidação conceitual moderna em debates filosóficos europeus e atlânticos
Fundador
Sem fundador único; termo modernamente popularizado por Thomas Henry Huxley
Período
Antiguidade e modernidade; termo consolidado no século XIX

A religião Agnosticismo acredita no que?

Veja algumas crenças que Agnosticismo afirma abaixo.

Autonomia intelectual

Crenças devem ser examinadas criticamente e não aceitas por autoridade sagrada.

Crítica ao dogmatismo

Dogmatismos religiosos e antirreligiosos são vistos com desconfiança.

Defesa da laicidade

Estado e instituições públicas devem manter neutralidade religiosa.

A religião Agnosticismo nega acreditar em que?

Veja algumas crenças que Agnosticismo nega abaixo.

A relação de Agnosticismo com quais crenças é neutra?

Veja algumas crenças que aparecem de forma indireta, secundária ou ambígua na tradição abaixo.

Ausência de crença teísta

Muitos ateus definem sua posição como não aceitar crenças em deuses sem evidência suficiente.

Existência de Deus

Deus é afirmado como inteligência suprema e causa primeira de todas as coisas.