Rejeição da preexistência divina plena de Cristo
A maioria das correntes unitárias rejeita que Cristo seja eternamente Deus coigual ao Pai.
O que é: Essa crença nega que Jesus seja eternamente o mesmo Deus supremo do Pai em coexistência trinitária plena.
Como a tradição entende: Muitas correntes sustentam que Jesus começou sua existência na concepção humana ou, em correntes minoritárias, que preexistiu de modo subordinado, mas não como Deus coigual. O ponto decisivo é a rejeição da preexistência divina plena nicena.
Base textual ou tradicional: Textos sobre origem humana de Jesus e leituras não ontológicas de João 1 e outros trechos são importantes no debate.
Contexto histórico: O tema foi uma das principais fronteiras entre unitarismo e demais tradições cristãs trinitárias.
Objeções comuns: Críticos apelam a João 1, Filipenses 2 e Colossenses 1 em defesa de preexistência mais alta.
Variações internas: A divergência mais importante é entre unitaristas humanitários e correntes de preexistência subordinada.
En contra
Colossenses 1:15-17
Texto usado em debates sobre preexistência de Cristo.
Referência: Colossenses 1:15-17.
Conteúdo: Paulo chama Cristo de imagem do Deus invisível e primogênito de toda criação.
Uso no debate: É usado contra o unitarismo por defensores de alta cristologia; unitaristas respondem com leituras funcionais, sapienciais ou subordinacionistas.
Filipenses 2:5-11
Texto central sobre humilhação e exaltação de Cristo.
Referência: Filipenses 2:5-11.
Conteúdo: O hino cristológico fala de humilhação e exaltação de Cristo.
Uso no debate: É texto-chave em debates entre leituras trinitárias, adâmicas, funcionais e preexistentes de Cristo.
João 1:1
Texto central de disputa cristológica.
Referência: João 1:1.
Conteúdo: O prólogo joanino descreve o Logos em relação a Deus.
Uso no debate: É uma das passagens mais debatidas entre unitaristas e trinitários, com leituras diferentes sobre o sentido de divindade e preexistência.