Possível imortalidade e responsabilidade moral
Alguns deístas admitem vida futura ou juízo moral, embora sem detalhamento revelado uniforme.
O que é: Parte importante do deísmo admite alguma forma de continuidade moral da pessoa, recompensa, juízo ou imortalidade, mas sem consenso detalhado.
Como a posição entende: A ideia costuma ser pensada em ligação com justiça divina e ordem moral do universo, não com escatologias reveladas extensas.
Base e contexto: Esse tema aparece em autores de religião natural e em apologias morais do deísmo.
Debates e variações: Há grande diversidade: alguns defendem imortalidade da alma; outros permanecem mais reservados.
A favor
Benjamin Franklin, Autobiografia e escritos morais
Fonte para moralidade prática e teísmo racional no mundo atlântico.
Referência: Benjamin Franklin, autobiografia e escritos morais.
Conteúdo: Franklin expressa teísmo racional, utilidade moral da religião e reserva diante de dogmatismos confessionais.
Uso no debate: É útil para moralidade racional e deísmo civil moderado.
Rousseau, Profissão de fé do vigário saboiano
Texto importante sobre religião natural e consciência moral.
Referência: Jean-Jacques Rousseau, Profissão de fé do vigário saboiano em Emílio.
Conteúdo: Rousseau defende relação religiosa fundada em consciência, ordem natural e sentimento moral, com crítica a sistemas dogmáticos rígidos.
Uso no debate: É fonte importante para deísmo moral e religião natural.
En contra
Joseph Butler, Analogy of Religion
Resposta cristã relevante ao deísmo inglês.
Referência: Joseph Butler, Analogy of Religion.
Conteúdo: Butler argumenta que a revelação cristã não é irracional e que a natureza já contém dificuldades análogas às criticadas pelos deístas.
Uso no debate: É uma das respostas clássicas mais importantes ao deísmo inglês.