Rejeição do primado universal do papa
A comunhão não reconhece jurisdição universal do bispo de Roma sobre toda a Igreja.
O que é: A crença rejeita a ideia de que o bispo de Roma possua autoridade jurisdicional universal e imediata sobre toda a Igreja.
Como a tradição entende: As igrejas ortodoxas orientais reconhecem a importância histórica de Roma antiga, mas não aceitam a formulação papal desenvolvida no Ocidente. A autoridade eclesial é pensada de modo sinodal e patriarcal.
Base textual ou tradicional: A prática antiga das sedes apostólicas, a autonomia das igrejas orientais e a experiência histórica pós-Calcedônia são centrais.
Contexto histórico: A distância institucional em relação a Roma se consolidou ainda mais com a separação pós-calcedoniana e trajetórias políticas distintas.
Objeções comuns: Católicos argumentam que a unidade plena da Igreja exige um centro petrino universal.
Variações internas: O modo de descrever a relação histórica com Roma pode variar em tom, mas a rejeição do primado universal é comum.
A favor
Constituição da Comunhão Ortodoxa Oriental moderna
Descrição contemporânea das igrejas da comunhão.
Referência: Apresentações institucionais modernas da comunhão ortodoxa oriental.
Conteúdo: Essas descrições identificam as igrejas membros, sua autonomia e sua herança comum não calcedoniana.
Uso no debate: São úteis para apresentar a comunhão como realidade eclesial viva e não mero resíduo histórico de controvérsias antigas.
Contra
Mateus 16:18-19
Texto usado em debates sobre Pedro e primado.
Referência: Mateus 16:18-19.
Conteúdo: Jesus fala a Pedro sobre a Igreja e as chaves.
Uso no debate: Católicos usam o texto em favor do primado romano; ortodoxos orientais rejeitam leitura de jurisdição universal papal a partir dele.
Neutro
João 17:20-23
Oração de Cristo pela unidade.
Referência: João 17:20-23.
Conteúdo: Jesus ora pela unidade dos seus seguidores.
Uso no debate: É frequentemente citado em diálogos ecumênicos e reflexões sobre comunhão e divisão histórica.