Providência não intervencionista ou discreta
Deus é visto como criador e sustentador, mas não como agente de intervenções sobrenaturais constantes.
O que é: O deísmo costuma conceber Deus como criador do universo e fundamento de sua ordem, mas não como agente de intervenções sobrenaturais contínuas na história.
Como a posição entende: A criação possui regularidade própria, e a providência divina é entendida mais como estrutura racional do mundo do que como sucessão de intervenções extraordinárias.
Base e contexto: A imagem foi favorecida por analogias mecânicas modernas, filosofia natural e reação a teologias milagrosas.
Debates e variações: Alguns deístas admitem providência moral ampla; outros se aproximam de um modelo mais distante do criador.
A favor
Alexander Pope, Essay on Man
Poema filosófico sobre ordem cósmica e providência racional.
Referência: Alexander Pope, Essay on Man.
Conteúdo: O poema reflete sobre ordem do universo, lugar humano e providência em chave racionalista moral.
Uso no debate: É útil para providência discreta e ordem racional do cosmos.
Matthew Tindal, Christianity as Old as the Creation
Obra central do deísmo inglês sobre religião tão antiga quanto a criação.
Referência: Matthew Tindal, Christianity as Old as the Creation.
Conteúdo: Tindal argumenta que a verdadeira religião é tão antiga quanto a criação e acessível à razão, não dependente de revelações tardias exclusivas.
Uso no debate: É uma das formulações clássicas mais importantes da religião natural deísta.