Juízo investigativo
A tradição entende que há fase celestial de juízo ligada ao período final da história.
O que é: O juízo investigativo é a crença de que, antes da consumação final, ocorre uma fase de juízo no céu relacionada ao povo de Deus e ao desfecho do grande conflito.
Como a tradição entende: A doutrina procura explicar justiça divina, transparência do juízo e relação entre expiação, santidade e escatologia. Na formulação adventista clássica, essa fase é associada a 1844, sem significar que Cristo tenha voltado fisicamente naquele ano.
Base textual ou tradicional: Daniel 7 e 8, Apocalipse 14 e o tema do juízo em Hebreus costumam ser articulados.
Contexto histórico: É uma das crenças mais distintivas do adventismo sabatista e nasceu diretamente da releitura pós-milerita do desapontamento de 1844.
Objeções comuns: Críticos consideram a doutrina exegeticamente frágil ou desnecessária para explicar a suficiência da obra de Cristo.
Variações internas: Adventistas concordam no tema geral do juízo pré-advento, mas há diferentes formas pastorais e teológicas de explicá-lo.
A favor
Apocalipse 14:6-7
Mensagem do anjo sobre evangelho eterno, juízo e adoração ao Criador.
Referência: Apocalipse 14:6-7.
Conteúdo: O texto anuncia evangelho eterno, hora do juízo e adoração ao Criador.
Uso no debate: É central para missão adventista, juízo e vínculo entre criação e fidelidade.
Daniel 7:9-10
Cena celeste de tribunal e juízo.
Referência: Daniel 7:9-10.
Conteúdo: Daniel descreve tronos, livros abertos e cena de julgamento celestial.
Uso no debate: É fonte importante para a linguagem adventista de juízo pré-advento.
Daniel 8:14
Texto-chave para a interpretação do santuário e de 1844.
Referência: Daniel 8:14.
Conteúdo: O versículo fala do santuário que será purificado ou restaurado, dependendo da tradução.
Uso no debate: É o texto mais decisivo e controverso na formulação adventista do santuário e do juízo investigativo.